Parece que a Apple finalmente percebeu que ter uma "tela gigante" na sua cara o dia todo pode não ser o futuro que todos imaginam. Em uma mudança estratégica discreta, a empresa decidiu reduzir seu foco no desenvolvimento de headsets de realidade virtual volumosos e fechados, direcionando seus engenheiros para dispositivos mais leves e vestíveis, principalmente óculos inteligentes. Essa mudança não só significa o adiamento do lançamento de uma nova versão do Vision Pro, como também sugere que as próximas atualizações de software para a plataforma podem não ser tão interessantes quanto esperávamos.

Desmantelamento de equipes e reestruturação... Para onde foram os engenheiros da Vision?
Nos bastidores, a Apple desmantelou seu Grupo de Produtos Vision há mais de um ano, integrando seus funcionários aos departamentos mais amplos de engenharia de hardware e software. Mike Rockwell, o homem que liderou essa ambição, agora passa a maior parte do tempo supervisionando a Siri e o VisionOS como uma única entidade. De acordo com Mark Gurman, a maioria dos talentosos colaboradores de Rockwell o acompanhou para se concentrar em inteligência artificial e no assistente de voz, deixando o desenvolvimento do headset em um modo mais de "manutenção" do que de inovação radical.

Essa mudança estrutural foi resultado direto da dura realidade: o Vision Pro da Apple, de US$ 3500, não conseguiu atingir a penetração de mercado desejada, forçando a empresa a reduzir a produção. Embora a Apple continue anunciando vagas de engenharia relacionadas à computação espacial, fontes internas confirmam que essas posições são, na verdade, voltadas para o objetivo maior e mais ambicioso da Apple: óculos de realidade aumentada leves que se assemelham a óculos tradicionais.
Cancele a versão econômica e procure alternativas inteligentes.
Havia esperança de uma versão mais barata conhecida como "Vision Air", mas relatos indicam que a Apple cancelou o desenvolvimento desse modelo no ano passado. Quaisquer novos óculos fechados não verão a luz do dia por pelo menos dois anos. Mesmo John Ternos, considerado um potencial sucessor de Tim Cook, não era conhecido por seu entusiasmo pelo projeto Vision Pro durante seu desenvolvimento, mas ele o vê como um "passo tecnológico necessário" para atingir o objetivo desejado.

Em vez de se concentrar em capacetes pesados, a Apple agora está investindo em dispositivos inteligentes com inteligência artificial. Estamos falando de AirPods com câmeras integradas e outros produtos projetados para fornecer à Siri e à Inteligência Artificial da Apple um contexto visual do ambiente ao redor do usuário — uma estratégia que parece mais prática e lucrativa do que confinar os usuários atrás de telas isoladas em ambientes internos.
visionOS 27: Uma atualização para a igualdade, não para a inovação
Com a mudança no foco da engenharia, espera-se que o VisionOS 27 seja uma atualização voltada principalmente para correções de bugs e estabilização de desempenho. O objetivo é alcançar a "paridade de recursos" com o iOS 27 e o macOS 27, especialmente em relação aos novos recursos da Siri e de IA, em vez de introduzir experiências de computação espacial totalmente novas e revolucionárias.

A Apple quer manter uma interface de usuário consistente em todos os dispositivos, o que significa que os usuários do Vision Pro receberão melhorias na interface semelhantes às do novo macOS, resolvendo reclamações anteriores sobre usabilidade. No entanto, não espere grandes mudanças na forma como você interage com a realidade virtual tão cedo.
A visão de longo prazo da Apple: os óculos são a solução?
A liderança da Apple ainda acredita que o Vision Pro foi essencial para o desenvolvimento de tecnologias fundamentais, como rastreamento ocular e de mãos e renderização de conteúdo 3D. No entanto, a tendência atual é integrar essas tecnologias em estruturas mais simples. Em vez de oferecer um sistema de home theater caro, o foco parece estar mudando para aprimorar o dia a dia com um assistente inteligente que vê o que você vê através de óculos leves ou até mesmo fones de ouvido aprimorados.

Em última análise, parece que a Apple está adotando uma estratégia de "um passo para trás para um salto em frente". Diminuir a prioridade dos óculos fechados não é uma rendição, mas sim o reconhecimento de que a tecnologia ainda não está madura o suficiente para que todos usem algo parecido com um capacete em uma cafeteria, enquanto óculos inteligentes e fones de ouvido com câmera podem ser os grandes vencedores na próxima corrida da IA.
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